segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Encerrando Ciclos

Postado por Ana Sousa às 08:00
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Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação?
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país?
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.

Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.

(Fernando Pessoa)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Homenagem à turma de cabelos brancos

Postado por Ana Sousa às 19:33
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Um jovem muito arrogante, que estava assistindo a
um jogo de futebol, tomou para si a responsabilidade de explicar a um senhor já maduro, próximo dele, porque era impossível a alguém da velha geração entender esta geração.

"Vocês cresceram em um mundo diferente, um mundo
quase pr
imitivo!", o estudante disse alto e claro de modo
que todos em volta pu
dessem ouvi-lo.

"Nós, os jovens de hoje, crescemos com Internet ,
celular , televisão, aviões a jato, viagens espaciais,
homens caminhando na Lua, nossas espaçonaves tendo visitado Marte.
Nós temos energia nuclear, carros elétricos e a
hidrogênio, computadores com grande capacidade de
processamento e ....," - fez uma pausa para tomar outro gole
de cerveja.

O senhor se aproveitou do intervalo do gole para
interromper a liturgia do estudante em sua ladainha e
disse:

- Você está certo, filho. Nós não tivemos essas coisas quando éramos jovens porque estávamos ocupados em inventá-las.
E você, um bostinha de merda arrogante dos dias de hoje, o que está fazendo para a próxima geração?

Foi aplaudido de pé! 

Esta é uma pequena homenagem à todos que trabalharam e fizeram o melhor para o nosso presente. 14 de outubro,  Dia Internacional das pessoas idosas! :)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Tempo

Postado por Ana Sousa às 00:19
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Há uns 10 anos não existia orkut. O 'te amo' não era banalizado. As crianças iam à parques de diversão, brincavam na rua e não tinham problemas de visão nem obesidade dados pelos videogames e computadores. MC Donalds custava R$4,00. Kinder Ovo, R$ 1,00.

A passagem de ônibus custava 70 centavos. Os casamentos duravam mais, ou pelo menos duravam alguma coisa. Biscoitos Fofy e Mirabel existiam. Para ser presidente eram necessários 10 dedos e um mínimo de alfabetização. Meninas de 11 anos brincavam de boneca, e não saíam pra 'pegar geral'. Plutão era um planeta. Festas de 15 anos não eram eventos. Ser 'playsson' ou 'pitboy' não fazia diferença.

A intenção num show era ver o show, e não brigar. Tênis de luzinha era essencial. ICQ era o meio de comunicação. Pessoas REALMENTE se conheciam e não apenas pela internet. Fotos eram tiradas para recordarem um momento, e não para servir de book no orkut. Diesel era combustível. Merthiolate ardia. Bonde era meio de transporte e bala era Juquinha e 7 Bello, e não perdida ou droga.

Esse pequeno texto mostra que a sociedade é algo que muda constantemente. Mas, o avanço brutal da globalização e das novas tecnologias de comunicação tem interferido no comportamento e nos modos de vida das pessoas, de modo alarmante.

A invasão das novas tecnologias tem alterado quase que completamente o cotidiano do sujeito e suas relações com o outro e com o mundo, principalmente através da realidade virtual que está presente em todos os lugares (tela, multimída, internet), como por exemplo, hoje em dia, conhecemos mais a vida do amigo virtual de outro país, do que o próprio vizinho, estamos perdendo o ‘contato pessoal’, e assim somos ameaçados por essa “interatividade”.

No entanto, diante dessas constantes modificações que passamos na sociedade e das comodidades que os meios tecnológicos nos permitem, não devemos aceitar tudo com passividade, e nos tornarmos seres individuais e sem criticidade, é preciso ainda, desfrutarmos das coisas saudavéis que estão presentes no cotidiano e que fazem muito bem por sinal, como uma simples caminhada, ir à praia e tomar um sorvete!

Caso contrário, já imaginou como estaremos daqui a 10 anos?!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

I'm Here!

Postado por Ana Sousa às 07:16
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Assisti ontem esse curta. É belissímo. sem comentários. Vejam!


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Alí

Postado por Ana Sousa às 16:14
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Ela estava ali. Cabelo no alto, sentada na cama, pensando por horas e perguntando se alguém estava chamando.
Ela estava ali, pensando nos erros cometidos há anos atrás e que agora eram motivos que maltratavam demais.
Ela estava ali com o olhar baixo, querendo atenção, dizendo que não tinha mais graça viver.
Me doeu no peito ao pensar que isso também era minha culpa por não ter tempo mais.
Ela estava ali, já não como antes, detalhes que o tempo refletia e a enfraquecia.
Alí ela está dizendo que me ama, com medo de tudo, procurando agora que sentido faz,
às vezes eu paro e penso comigo se um dia sentada alí, ela não estiver mais.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Morrer é ridículo

Postado por Ana Sousa às 16:58
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A morte, por si só, é uma piada pronta.
Você combinou de jantar com a namorada, está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e no meio da tarde morre.
Como assim? E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?
Não sei de onde tiraram esta idéia: MORRER!!!
A troco?
Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física, quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...
De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway, numa artéria entupida, num disparo feito por um delinqüente que gostou do seu tênis.
Qual é?
Morrer é um chiste.
Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém, sem ter dançado com a garota mais linda, sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.
Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.
Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.
Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina, começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã!
Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.
Ok, hora de descansar em paz.
Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão, desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.
E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.
Por isso viva tudo que há para viver.
Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida... Perdoe... Sempre!!!
Adiar... Adiar... Adiar... será sempre o melhor dos caminhos?

(Pedro Bial)

sábado, 2 de abril de 2011

E você, sabe o que é autismo?

Postado por Ana Sousa às 16:21
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Hoje passando pelo centro da cidade, me deparei com uma mobilização referente ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Uma equipe distribuindo panfletos, esclarecia para as pessoas o que de fato é autismo, disseminando informações, falando da importância do diagnóstico e intervenção precoce, o grupo chamava a atenção de todos que passavam pelo local.

Achei muito interessante a mobilização que visa mostrar que há pessoas um pouco diferente das outras, mas que, na sua essência, são tão humanas quanto todos.

E pra você que não sabe o que é Autismo, aí vai uma breve explicação:

Autismo é uma complexa desordem neurobiólogica que tipicamente dura a vida inteira. É uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças. Acontece em todas as raças, etnias e grupos sociais e é quatro vezes mais comum em meninos do que meninas. Embora não se conheça ao certo as origens, sabe-se que a predisposição genética aliada a fatores ambientais, é gatilho para o aparecimento dos sintomas, que podem variar dos muito leves aos muitos severos com comprometimentos na socialização, comunicação e imaginação.

Durante quase todo o dia a tag #autismo permanceu nos trends topics Brasil do Twitter, li alguns comentários, e vi o quanto existem pessoas que não tem ideia do que se trata. Portanto, mais informação e menos preconceito. Autismo não é contagioso, ignorância é.

ps: Lendo um pouco sobre esse tema, achei o blog de uma mãe que tem o filho com autismo, li alguns textos que fizeram pensar mais no amor da vida. Fica a dica: http://maisqueumsegundofeliz.blogspot.com/


Smacks e até a próxima.

Ps2: prometo postar mais vezes aqui : )

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Revistas na rede: Democratizar ou privatizar a informação na internet?

Postado por Ana Sousa às 20:05
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Desde a antiguidade, a busca e transmissão de informações sempre foram uma necessidade do ser humano. Os meios de comunicação, como o rádio e a televisão, revolucionaram o jornalismo ao oferecer maior velocidade à transmissão de notícias para diferentes tipos de classes sociais.
            O uso da internet mudou a rotina e a forma de fazer jornalismo, de modo que, meios já existentes, a exemplo de jornais e revistas, buscam a cada dia através de novas tecnologias, uma maneira de se adaptar a essa revolução digital.
Com isso, é notável a contribuição que o uso de equipamentos tecnológicos tem proporcionado no novo fazer jornalístico. No caso da revista, não é diferente. Com a internet, tudo ficou mais fácil, de forma que, é possível acessar o conteúdo  da revista de forma online, contribuir na produção ou ainda efetuar a compra através desse meio.
Algumas revistas como Trip, Piauí e Contigo, apostaram nesta rede no intuito de estabelecer uma maior relação com o leitor. A Revista Veja, por exemplo, em homenagem aos seus 40 anos de vida, e com o apoio do Banco Bradesco, disponibilizou todas as suas edições em um acervo digital, de forma gratuita. Com as 2.154 edições digitalizadas, além de propagandas de diferentes décadas, a Veja contribuiu no avanço da informação através da rede. Para conferir, clique aqui.
Porém, nem todas exibem o conteúdo inteiro na internet. Algumas investem em divulgar apenas alguns temas da edição, e se o leitor quiser conferir a matéria inteira, é obrigado a comprar a revista ou ser assinante para ter acesso a área restrita do site.
Essas técnicas funcionam como forma de chamar o leitor para conferir informações exclusivas, que só serão disponíveis, no ato da compra da revista, o que resulta na censura de parte do arquivo. Enquanto, outras tornam acessível  à informação ao público. E então, entra uma questão, ao privatizar a informação, não estaríamos vivendo um retrocesso, no que se refere à democratização da informação?
Para o internauta Eduardo Alves, “não é certo privatizar uma informação que deveria ser democratizada. Esse é justamente o erro de muitas empresas, tentar explorar depois de ter ganho "fama", a exemplo de alguns jornais, onde metade do site, tem que ser assinante (pago) para poder visualizar, e a outra tem que fazer um cadastro (ainda que gratuíto) para ver o conteúdo.” Para ele, esse conteúdo deve ser democrático e de fácil acesso. E se não for possível, ler a matéria desejada, irá procurar em outros meios, acrescentou Alves.
No Entanto, algumas pessoas, acreditam que essa é uma forma de marketing, em que o assunto da revista no meio online, não deve ser completamente disponível, pois isso, irá prejudicar nas vendas.
Há quem prefira acompanhar tudo pela forma tecnológica, mas também, há quem ainda escolha ir até uma banca de revista, e ter um maior contato com o informativo.  E você, o que prefere? Seria esse o recomeço ou retrocesso das revistas na internet?
 

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