domingo, 20 de fevereiro de 2011

Revistas na rede: Democratizar ou privatizar a informação na internet?

Postado por Ana Sousa às 20:05


Desde a antiguidade, a busca e transmissão de informações sempre foram uma necessidade do ser humano. Os meios de comunicação, como o rádio e a televisão, revolucionaram o jornalismo ao oferecer maior velocidade à transmissão de notícias para diferentes tipos de classes sociais.
            O uso da internet mudou a rotina e a forma de fazer jornalismo, de modo que, meios já existentes, a exemplo de jornais e revistas, buscam a cada dia através de novas tecnologias, uma maneira de se adaptar a essa revolução digital.
Com isso, é notável a contribuição que o uso de equipamentos tecnológicos tem proporcionado no novo fazer jornalístico. No caso da revista, não é diferente. Com a internet, tudo ficou mais fácil, de forma que, é possível acessar o conteúdo  da revista de forma online, contribuir na produção ou ainda efetuar a compra através desse meio.
Algumas revistas como Trip, Piauí e Contigo, apostaram nesta rede no intuito de estabelecer uma maior relação com o leitor. A Revista Veja, por exemplo, em homenagem aos seus 40 anos de vida, e com o apoio do Banco Bradesco, disponibilizou todas as suas edições em um acervo digital, de forma gratuita. Com as 2.154 edições digitalizadas, além de propagandas de diferentes décadas, a Veja contribuiu no avanço da informação através da rede. Para conferir, clique aqui.
Porém, nem todas exibem o conteúdo inteiro na internet. Algumas investem em divulgar apenas alguns temas da edição, e se o leitor quiser conferir a matéria inteira, é obrigado a comprar a revista ou ser assinante para ter acesso a área restrita do site.
Essas técnicas funcionam como forma de chamar o leitor para conferir informações exclusivas, que só serão disponíveis, no ato da compra da revista, o que resulta na censura de parte do arquivo. Enquanto, outras tornam acessível  à informação ao público. E então, entra uma questão, ao privatizar a informação, não estaríamos vivendo um retrocesso, no que se refere à democratização da informação?
Para o internauta Eduardo Alves, “não é certo privatizar uma informação que deveria ser democratizada. Esse é justamente o erro de muitas empresas, tentar explorar depois de ter ganho "fama", a exemplo de alguns jornais, onde metade do site, tem que ser assinante (pago) para poder visualizar, e a outra tem que fazer um cadastro (ainda que gratuíto) para ver o conteúdo.” Para ele, esse conteúdo deve ser democrático e de fácil acesso. E se não for possível, ler a matéria desejada, irá procurar em outros meios, acrescentou Alves.
No Entanto, algumas pessoas, acreditam que essa é uma forma de marketing, em que o assunto da revista no meio online, não deve ser completamente disponível, pois isso, irá prejudicar nas vendas.
Há quem prefira acompanhar tudo pela forma tecnológica, mas também, há quem ainda escolha ir até uma banca de revista, e ter um maior contato com o informativo.  E você, o que prefere? Seria esse o recomeço ou retrocesso das revistas na internet?

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